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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ODE À CASTANHA

 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Dádiva dos deuses
 Em capa embrulhada
 De picos protegida
 Por ninguém é tocada
 Por todos é colhida
 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Trabalhosa no colher
 Veste camisa e casaco
 Sem remendo nem buraco
 Sozinha ou acompanhada
 Por todos é deleitada
 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Que na pobreza
 Quando batatas não havia
 Ou faltava o pão na mesa
 A míngua mitigava
 Para todos era certeza
 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Consumida com agrado
 Crua, cozida ou assada
 Ou ao fumo pilada
 Os bilhós são de quem ganha
 Na tradição que acompanha
 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Surge o dia folgazão
 Casa-se castanha e vinho
 Em alegre animação
 Cora a gente na fogueira
 Foliona e galhofeira
 
 Chega o outono
 Chega a castanha
 Uma semente que surge
 No interior do ouriço
 Agressivo mas castiço
 O fruto do castanheiro
 Que é muito curandeiro
 
 Diz o povo e com razão:
“Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro”
 
Edite Pinheiro
Novembro, 12 / 2012

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